Cifra de Bacon
Transforme uma mensagem em grupos de cinco letras formados por A e B, de Francis Bacon, ou leia esses grupos de volta como texto, no alfabeto original de 24 letras ou no moderno, de 26. Depois, oculte o código como Bacon pretendia: dentro de uma frase comum, com cada letra em um de dois estilos.
Somente letras são codificadas: o alfabeto de Bacon não tem códigos para espaços, dígitos ou pontuação.
Escondida à vista de todos
A verdadeira ideia de Bacon: escreva qualquer texto inocente em dois estilos. Cada letra dele carrega um símbolo — normal para a, o segundo estilo para b. Espaços e pontuação não carregam nada.
Sua mensagem oculta no texto de cobertura
As rosas do jardim estiveram lindas a semana toda, apesar da chuva.
A mensagem é carregada pelas primeiras 25 letras do texto de cobertura; o restante fica sem alteração.
Para lê-la de volta, escreva a para cada letra comum e b para cada letra no segundo estilo, depois decodifique os grupos de cinco. Maiúsculas sobrevivem à cópia como texto simples: cole o resultado em Decodificar e escolha a caixa da letra.
O alfabeto biliteral
A
AAAAA
B
AAAAB
C
AAABA
D
AAABB
E
AABAA
F
AABAB
G
AABBA
H
AABBB
I/J
ABAAA
K
ABAAB
L
ABABA
M
ABABB
N
ABBAA
O
ABBAB
P
ABBBA
Q
ABBBB
R
BAAAA
S
BAAAB
T
BAABA
U/V
BAABB
W
BABAA
X
BABAB
Y
BABBA
Z
BABBB
Cada código é a posição da letra no alfabeto, contada a partir de zero e escrita em binário, com a para 0 e b para 1. As letras da sua mensagem ficam destacadas.
Como usar a Cifra de Bacon
- 1. Escolha Codificar ou Decodificar. Codificar transforma letras em grupos de cinco símbolos; Decodificar lê os grupos de volta como letras.
- 2. Escolha o alfabeto. O de Bacon tem 24 letras — I e J compartilham um código, assim como U e V. A versão de 26 letras dá a cada letra o seu próprio código. Decodifique com o alfabeto usado para criar a mensagem.
- 3. Escolha os símbolos. A e B é o tradicional, 0 e 1 mostra o código como o binário que ele é, e os símbolos personalizados permitem usar quaisquer dois caracteres. Ao decodificar, tudo, exceto os dois símbolos, é ignorado, então espaçamento e quebras de linha não importam.
- 4. Oculte-a. Abaixo do resultado, digite um texto de cobertura e escolha um segundo estilo. Cada letra da cobertura carrega um símbolo, e a prévia mostra a sua mensagem oculta dentro dela.
Como funciona a cifra baconiana
Bacon a chamava de cifra biliteral: cada letra é escrita com apenas dois símbolos, a e b, em grupos de cinco. Cinco posições com duas escolhas cada dão 2 × 2 × 2 × 2 × 2 = 32 combinações. Em termos modernos, cada grupo é a posição da letra, contada a partir de zero, escrita em binário com a para 0 e b para 1 — A é aaaaa (0), B é aaaab (1), C é aaaba (2) — embora Bacon a apresentasse de forma simples, como uma tabela.
| A a H | I/J a Q | R a Z |
|---|---|---|
A aaaaa | I/J abaaa | R baaaa |
B aaaab | K abaab | S baaab |
C aaaba | L ababa | T baaba |
D aaabb | M ababb | U/V baabb |
E aabaa | N abbaa | W babaa |
F aabab | O abbab | X babab |
G aabba | P abbba | Y babba |
H aabbb | Q abbbb | Z babbb |
O alfabeto de 26 letras coincide com o de Bacon de A a I e difere a partir de J, onde cada letra precisa de um código próprio. A escolha importa: JIVE no alfabeto de Bacon é ABAAA ABAAA BAABB AABAA, que decodifica como IIUE, enquanto o alfabeto de 26 letras mantém as letras separadas como ABAAB ABAAA BABAB AABAA.
Exemplo prático
No alfabeto de Bacon, Bacon codifica para AAAAB AAAAA AAABA ABBAB ABBAA — B, A, C, O, N. Oculto no texto de cobertura de exemplo da ferramenta, com maiúsculas como segundo estilo, ele fica assim: as roSas do jardIm eSTiVeRAm lindas a semana toda, apesar da chuva. Ordene as primeiras 25 letras por caixa — minúscula para a, maiúscula para b — e os cinco grupos voltam. Com negrito ou itálico como segundo estilo, as mesmas letras aparecem simplesmente em negrito ou em itálico.
Ocultando uma mensagem à vista de todos
Os grupos de a e b nunca foram feitos para viajar como estão. A ideia de Bacon era que qualquer diferença com dois valores pode carregá-los — duas tipografias ligeiramente diferentes, como ele propôs, ou romano e itálico, vertical e inclinado, grande e pequeno. Escrita em uma carta inocente, a mensagem fica invisível, a não ser que o leitor saiba separar as letras em dois tipos. Isso torna a cifra biliteral um exemplo antigo de esteganografia: esconder o fato de que existe uma mensagem, e não apenas o que ela diz.
Bacon publicou o método em De Augmentis Scientiarum (1623), escrevendo que o havia concebido em Paris, ainda jovem. Quase três séculos depois, ele esteve no centro de uma controvérsia literária. A partir de 1899, Elizabeth Wells Gallup afirmou encontrar mensagens biliterais de Bacon na variação de tipos do Primeiro Fólio de Shakespeare. William e Elizebeth Friedman, que iniciaram suas carreiras de criptoanálise no projeto dela no Riverbank Laboratories, em Illinois, examinaram depois essas afirmações em The Shakespearean Ciphers Examined (1957) e concluíram que nenhuma se sustentava.
Quebrando a cifra baconiana
Depois que os dois tipos de letra são separados, não sobra nada a quebrar: o alfabeto é fixo e público, então os grupos se leem diretamente. O único segredo é o esconderijo, e ele é frágil. As letras portadoras precisam ser distintas e consistentes, e é exatamente por isso que as leituras de tipos irregulares do século XVII não convenciam. E se os códigos forem embaralhados, cada grupo continua sendo uma letra, então a análise de frequência termina o trabalho.
Perguntas frequentes
- O que é a cifra de Bacon?
- Um método criado por Francis Bacon em que cada letra se torna um grupo de cinco símbolos tirados de apenas dois, escritos a e b — A é aaaaa, B é aaaab, e assim por diante. Como são necessários apenas dois tipos de símbolo, o código pode ser escondido em qualquer texto que use dois estilos de letra.
- Como decodificar uma cifra de Bacon?
- Transforme a mensagem em uma sequência de a e b, separe em grupos de cinco e procure cada grupo — ou cole o texto a/b no modo Decodificar e deixe a ferramenta fazer isso. Escolha antes o alfabeto correto: no original de Bacon, com 24 letras, I e J compartilham um código, assim como U e V.
- Qual é a diferença entre a cifra de Bacon de 24 e de 26 letras?
- O alfabeto de Bacon seguia o uso latino da sua época, escrevendo I e J com um código e U e V com outro, o que deixa 24 códigos. A versão de 26 letras dá a J e a V códigos próprios. As duas coincidem de A a I, então decodificar com a errada transforma a maioria das letras após I em uma letra vizinha, e Y e Z em pontos de interrogação.
- Posso usar 0 e 1 em vez de A e B?
- Sim. O código é binário em tudo, exceto no nome: cada grupo é a posição da letra contada a partir de zero, escrita em cinco dígitos binários com a = 0 e b = 1, então C é 00010, o número 2. Escolha 0 e 1, ou quaisquer dois caracteres, em Símbolos.
- Como a cifra de Bacon oculta uma mensagem em um texto?
- Cada letra de um texto de cobertura comum representa um símbolo — letras normais para a, letras em um segundo estilo para b. Cinco letras da cobertura carregam uma letra do segredo, então a cobertura precisa de cinco vezes mais letras que a mensagem. Bacon propôs duas tipografias sutilmente diferentes; a ferramenta demonstra a ideia com negrito, itálico ou maiúsculas.
- Bacon escondeu mensagens nas peças de Shakespeare?
- Não há boas evidências disso. As afirmações de que o Primeiro Fólio contém mensagens biliterais, feitas mais famosamente por Elizabeth Wells Gallup, dependiam de separar a olho, em dois tipos, letras impressas irregulares. William e Elizebeth Friedman revisaram essas afirmações em 1957 e não encontraram nenhuma que se sustentasse.